| Na pauta da reunião estão incluídos temas pertinentes a saúde do trabalhador e eventuais demandas encaminhadas pelos comitês das Gipes
O Conselho de Usuários do Saúde Caixa se reúne nesta sexta, 19 de março, em Brasília, para discutir ações pertinentes a saúde do trabalhador, em especial as questões do credenciamento e as eventuais demandas que os comitês das Gipes encaminharam. O membro do GT Saúde Caixa e secretário de saúde da Contraf/CUT, Plínio Pavão, avalia que "certamente a reunião será positiva, mas, lamentamos a impossibilidade de discutirmos a prestação de contas do Saúde Caixa devido não apresentação dos dados por parte da empresa".
Reuniões dos dias 16 e 17
Nos dias 16 e 17 de março, a Caixa Econômica Federal frustrou mais uma vez os empregados nas reuniões do GT Saúde realizado com a Contraf/CUT. Segundo a empresa, ainda estão sendo feitas verificações e os números seguem pendentes junto à área financeira.
O debate sobre o Saúde Caixa - pauta única destes encontros - já havia sido cobrado pela categoria na Campanha Salarial 2009. A Caixa assumiu o compromisso de concluir o processo no início de 2010, abrindo espaço para discussões após este período. "Por isso marcamos a reunião para os dias 16 e 17 de março, justamente pela expectativa de que os números já estivessem prontos", lamenta Plínio Pavão.
Para Plínio, mais uma vez a discussão foi prejudicada porque não há até o momento um quadro preciso dos números do Saúde Caixa. Como ainda faltam os números, o Grupo de Trabalho fez a apresentação de uma proposta de revisão da Cláusula do Acordo Coletivo, levando em consideração que a redação sobre o tema precisaria ser melhorada para não gerar desentendimentos futuros.
Fundo de Reserva
O objetivo de melhorar a redação está na necessidade de integralizar o fundo de reserva, no qual corresponde a 5% do total das contribuições. "Entendemos que o fundo de reserva tem que ser composto na mesma proporção que é o fundo do Saúde Caixa, ou seja, 30% pelos empregados e 70% pela Caixa. A redação não estava clara, e agora foi corrigida, afirma Plínio.
Para Plínio, o fato da Caixa ter concordado, pressupõe que será incluído a parte que é de sua responsabilidade no fundo de reserva. "Porém, nesta mesma cláusula, consta a informação sobre eventuais superávits. O que acontece é que ele será incorporado no fundo de reserva, e no terceiro ano, permanecendo o superávit, o valor deverá ser revertido em melhorias no plano", diz Plínio.
O vice-presidente de Gestão de Pessoas da Caixa, Édilo Valadares, esteve presente da reunião. Questionado sobre o processo de reestruturação das áreas de gestão de pessoas, Édilo afirmou que, se depender dele, não haverá a redução das áreas, e sim a retirada das atribuições burocráticas, permanecendo as estruturas próximas dos empregados para cuidar da Gestão do Saúde Caixa e dos programas de saúde do trabalhador, de treinamento, entre outras.
Plínio avalia que "A fala do vice-presidente da área de gestão de pessoas é positiva, pois manifestou preocupação. Porém, os boatos sobre a redução das Gipes continuam circulando na empresa. Portanto, é importante continuar colhendo adesões ao abaixo assinado contra a redução das Gipes”.
Novas reuniões
Novas reuniões foram agendadas para os dias 13 e 14 de abril, em que o Saúde Caixa voltará a ser discutido, porém, desta vez, juntamente com outros temas, como a reformulação no Normativo RH 052, que trata de acidente de trabalho. |