Como era previsto, os bancários da CAIXA em todo o país terão que seguir sozinhos com a greve. Tudo por que os bancos privados decidiram encerrar a paralisação na maioria dos Estados, aprovando a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 6% de reajuste salarial e participação nos lucros e resultados (PRL) maior. Os bancários da CAIXA permanecem de braços cruzados em busca dos acordos nos itens específicos dos bancários da Caixa.
No dia 8 de outubro, o Comando Nacional e a CAIXA retomaram o processo de negociação das questões específicas dos empregados do banco. Na ocasião, a Caixa reafirmou os pontos da proposta apresentada aos trabalhadores na última negociação, realizada no dia 1º de outubro. As novidades apresentadas durante a negociação foi o aumento do número de empregados que serão contratados e outras relativas à saúde e condições de trabalho. Dos 2.200 trabalhadores informados na última reunião, o banco anunciou que contratará 3 mil bancários em 2010.
A direção da CAIXA reafirmou que seguirá o acordo proposto pela Fenaban, que prevê reajuste salarial de 6% (contemplando ganho real de 1,5%) e uma nova regra para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR): 90% do salário mais R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680, além de uma PLR adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários com teto de R$ 2.100.
No entanto, como o resultado do banco deve ser menor do que o do ano passado, o valor total a ser distribuído na regra básica da PLR ultrapassará o teto previsto de 13% do lucro líquido. Assim, o valor a ser pago a cada bancário receberá um redutor de 23% para adequar o valor a esse teto, o que não afeta a PLR adicional.