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15:36h 25.08.09
28 de agosto: Dia do Bancário
Conheça a história da categoria pioneira nas mobilizações, organizações sindicais e greves

Pouco mais de duzentos anos após a criação do primeiro banco brasileiro (Banco do Brasil) em 1808, a categoria comemora, no dia 28 de agosto, o Dia do Bancário. A data foi criada para lembrar a histórica greve de 1951, que ocorreu em São Paulo e permaneceu por 69 dias. Nem mesmo a Lei de Greve instaurada pelo General Eurico Gaspar Dutra e a forte repressão do governo estadual, do Ministério do Trabalho e até da Igreja impediu que os bancários fossem às ruas, com cartazes nas mãos, reivindicar por melhores salários e condições de trabalho. A paralisação não só conquistou os aumentos, como também resultou na criação, quatro anos depois, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, ou simplesmente Dieese, fonte confiável para o cálculo dos índices de custo de vida, sobre os quais eram calculados os salários.
Mas a história de lutas e conquistas pela valorização do trabalho começou muito antes disso, em 1799, no Maranhão, impulsionada pelo governador Diogo de Souza, que pretendia a criação de um banco com espírito nacional. A tentativa fracassou, mas o episódio da abolição da escravatura, no final do século XIX, reascendeu nesses trabalhadores o desejo de organização e foi quando começaram a buscar meios de defesa frente aos patrões. Como uma resposta à ausência de normas institucionais nas relações de trabalho e capital, nasceu a primeira grande organização com caráter de socorro mútuo no país, batizada de Sociedade Beneficente dos Funcionários da Caixa Econômica de São Paulo. Nesta época, a falta de distinção entre bancários e comerciários era a principal preocupação da categoria.
Diversas conquistas, como horas livres para almoço, pagamento de horas extras noturnas, jornada de seis horas, reajuste salarial, estabilidade no emprego, folga aos sábados, aposentadoria aos 30 anos de serviço ou nos 50 anos de idade – algumas delas alicerçadas anos depois através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT/1943) –, passaram a fazer parte da rotina da categoria. Rotina esta, desde o início, caracterizada por intensa mobilização e poder de negociação.
Hoje, muitas vitórias podem ser contabilizadas, mas a batalha não chegou ao fim. Ainda há muito que lutar contra as investidas e represálias dos banqueiros, sedentos pelo lucro unilateral. A Campanha Salarial 2009, que envolve bancos públicos e privados, está aí para provar que a busca incessante por melhores condições de trabalho e qualidade de vida continua e mantendo o caráter de unidade que sempre fez parte da categoria. Unidade esta que rendeu frutos e certamente germinará muitos outros.
Nesta importante data, a APCEF/RJ não poderia deixar de homenagear e parabenizar a todos os bancários pela história de lutas e conquistas em defesa de seus direitos. PARABÉNS!!!